Agência Rio de Notícias

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Como ensinar direitos, deveres, cidadania, justiça na atual sociedade?

É um desafio ensinar ética, direitos e deveres, cidadania e o real significado de justiça em nossa sociedade globalizada, desigual, injusta, antiética, corrupta e totalmente capitalista, neoliberal. Onde os valores morais mais condizentes com a preservação da vida humana que são temporais, há muito já se perderam e os valores éticos estão perdidos entre seguimentos específicos como ética empresarial, ética comercial etc. esqueceu-se de inventar a “ética humana” ou “ética cidadã”.
Já dizia a minha avó: se ensina pelo exemplo. E, a grande maioria dos “exemplos” que vemos hoje vão de contra a tudo o que se pode aprender que é certo em algum lugar onde exista orientação para cidadania, justiça e ética, o que também é muito difícil de se encontrar.
Tomemos por exemplo a educação em nosso país: Matérias das áreas sociais não são ministradas por nenhum professor nem no ensino fundamental, nem no médio na maioria das escolas tanto da rede pública de ensino como da privada, a sociologia, que poderia servir como norteador em busca do esclarecimento dos direitos, deveres, valores etc vigentes em nossa sociedade tornou-se disciplina obrigatória há pouquíssimo tempo e mesmo assim, no último concurso para professores as vagas para esta disciplina eram muito escassas como se não houvesse necessidade destes profissionais da educação, ora, existem muito menos professores de sociologia do que de português, história e geografia, e para estas disciplinas havia muito mais vagas, e quando esta disciplina, a sociologia consta no currículo de alguma escola, instituição de ensino, tanto publica como privada é geralmente ministrada por um professor de geografia que não possuí formação para isso ou mesmo por um de história, nesse caso, os professores de sociologia que estudam história durante 4 anos poderiam ensinar a disciplina também, uma vez que é permitido aos professores de história ensinar sociologia, enfim isso não vem ao caso, o fato é que ensinar justiça e cidadania em um mundo globalizado, completamente dependente dos valores, conceitos e opiniões transmitidas pelas mídias é verdadeiramente desafiador, algumas vezes perigoso e principalmente se o alvo forem alunos da rede pública de ensino, escolas localizadas em áreas carentes, torna-se um processo lento, que exige calma, conhecimento da realidade social destes alunos ou moradores, cidadãos. Já existem muitos projetos sociais, ongs, oscips etc que realizam este tipo de atividade: Deixar claro aos cidadãos mais humildes seus deveres, seus direitos à justiça social, igualdade, saúde, educação, ao exercício pleno de cidadania, ledo engano daqueles que pensam que somente os cidadãos pertencentes as classes desfavorecidas não possuem conhecimento dos significados de ética social que é atemporal, de justiça social, cidadania etc, pessoas que fazem parte da dita classe média, escolarizadas, ao menos até o ensino médio demonstram muitas vezes total desconhecimento destes conceitos, de seus direitos, de seus deveres, do que seria certo ou errado em sociedade e do que podemos fazer para mudarmos nossas realidades.
Enfim, professores verdadeiramente comprometidos, educadores sociais bem intencionados, agentes sociais etc, precisam engajar-se na luta pela disseminação dessas idéias e conceitos, pois em uma sociedade tão desigual, injusta, onde os representantes do povo enganam aqueles que lhes elegeram, ludibriam, corrompem, roubam do estado, dentre outras atrocidades, como a corrupção dentro da polícia etc o que resta para as gerações futuras é a esperança de que esses cidadãos compromissados com a educação, com a exigência da justiça e do direito ao exercício da cidadania cumpram com seus deveres, sigam firmes em seus propósitos de construir uma comunidade, uma cidade, um estado, um país, um mundo melhor, onde as oportunidades sejam iguais para todos, onde todos tenham acesso a educação de qualidade, a saúde, a alimentação digna, ao lazer, a alegria, a segurança, a paz.

6 comentários:

Manuel Freitas disse...

Após ter lido o texto sobre cidadania, devo confessar que neste País nem políticos nem governantes tomão tais iniciativas, de falarem sobre direitos e deveres dos cidadãos, embora uma grande parte dos portugueses não tenham conhecimeto de tais pormenores, os politicos e govennates também lhes convém mante-los a "leste", como diz o ditado baralhar para governar, porque há 36 anos em Democracia verdadeira já devia existir um grande número de pessoas com conhecimento do que é o dever e o direito dum cidadão, mas bem se entende esse mesmo cidadão estaria em melhores condições para exigir os seu direitos, essa é uma das razões deste sistema que nem é Democracia nem ditadura é um misto, que só serve para o aumento da corrupeção e afins, confome se constata pelas grandes fraudes feitas pelos Administradores dos Bancos, que continuam impunes.2009-06-07-Baguim do Monte Gondomar-Portugal

manuel afonso disse...

Estou a responder ao convite que ficou no meu blog. Faço-o com todo o gosto e, confesso, aliás, que fiquei muito satisfeito por aqui vir e deparar com este excelente texto sobre temas que me são muito queridos.
É já comum dizer-se que se vive uma decadência de valores, de ética e de cidadania. As pessoas tendem a exagerar os seus direitos enquanto escondem os deveres para com os outros e a sociedade.
Para mim, tudo vem residindo num afrouxamento das exigências na família e nas escolas. As famílias estão mais ausentes seja porque passam mais tempo fora de casa, no trabalho, nos transportes, nas lides de casa, a ver televisão ou no computador, descansando. Os filhos ficam votados a eles próprios e ao seu televisor ou computador no seu quarto. A escola só e cada vez mais abandonada, com a autoridade e a aprendizagem questionada não consegue inverter este trajecto de solidão.
Por último, o direito (direitos, deveres, justiça, cidadania) é um conhecimento essencial para formar cidadãos conscientes e interventivos. Concordo e aplaudo todas as ideias do texto. Até breve.

Manuel Freitas disse...

É com grande tristesa minha que verifico por este pais fora, no contacto com as pessoas menos evoluidas as dificuldades de saberem pedir os seus direitos e cumprir com os seudeveres são inormes, para as minimizar e já que até aqui nada tem feito, bastava incluir no ensino escolar a disciplina "Direitos e Deveres de Cidadania", daqui a meia duzia de anos poucas pessoas ignorariam quais os seus deveres e quais os seus direitos de Cidadão.2009-06-10-Baguim do Monte-Gondomar-Portugal

Alda do Crítica... disse...

Como vc diz, sem um amplo propósito que vem por meio da sociologa, o cidadão não sabe e não pratica a cidadania. A justiça anda cega, comprada e nem sempre clara, talvez ainda morosa para resolver os problemas da Nação.
Mas nós os blogueiros vamos batendo em ferro frio sem parar, quem sabe um dia....


Olha linda, passo para deixar um beijo.
Alda

Manuel Freitas disse...

Parabens Alda do Critica, por em três linhas ter dito muito, mas como refere o cidadão não sabe e não pratica, mas a culpa de tal atitude também não é dele, mas das falhas inormes que o sistema tem tido para com eles e agora que todos esparavam melhorias sobre informação e esclarecimento dos deveres de cidadão e direitos, tal continua a não ser particada, o sistema antigo acabou mas os vícios ~dos políticos são os mesmos ou piores. Continuo a tudo fazer, por forma acontribuir para informar o melhor e combater o pior.2009-06-20-Baguim do Monte-Gondomar-Portugal

Laguardia disse...

Prezados amigos
Há muito venho lendo e vendo o que tem acontecido no Brasil com relação aos nossos políticos. Não passa um dia sem que haja uma denuncia de atos de corrupção, falta de ética, e imoralidade por parte de nossos governantes.
O Presidente Lula recentemente em defesa do Senador José Sarney definiu que no Brasil existem dois tipos de cidadãos. Aqueles para os quais não existe lei ou Constituição e os demais que estão submetidos aos rigores da lei.
Aqueles que sofrem nas filas do SUS, ficando internados em macas nos corredores dos hospitais e aqueles que se tratam nos melhores hospitais do país com a melhor equipe médica. Em ambos os casos o contribuinte paga.
É chegada a hora de parar de reclamar e partir para a ação antes que seja tarde demais.
Minha proposta e que comecemos em conjunto a pensar numa ação coordenada para o dia 7 de setembro de 2009. É o dia em que comemoramos a independência de nossa pátria, a libertação de nosso povo. Não há momento melhor do que este para um protesto contra a pouca vergonha, os desmandos do governo e o fato de que pouco a pouco estamos perdendo nossa liberdade e democracia.
Sugestões para o email laguardia,luizf@gmail.com

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