Agência Rio de Notícias

sábado, 11 de agosto de 2007

O que significa desenvolvimento sustetável?



Desenvolvimento Sustentável, segundo a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CMMAD) da Organização das Nações Unidas, é aquele que atende às necessidades presentes sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades.
A idéia deriva do conceito de ecodesenvolvimento, proposto nos anos 1970 por Maurice Strong e Ignacy Sachs, durante a Primeira Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Estocolmo, 1972), a qual deu origem ao Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente - PNUMA.

Também pode ser entendido como a forma de desenvolvimento econômico que não tem como paradigma o crescimento, mas a melhoria da qualidade de vida; que não caminha em direção ao esgotamento dos recursos naturais, nem gera substâncias tóxicas ao meio ambiente em quantidades acima da capacidade assimilativa do sistema natural; que reconhece o direito de existência das outras espécies; que reconhece o direito das gerações futuras em usufruir o planeta tal qual o conhecemos; que busca fazer as atividades humanas funcionarem em harmonia com o sistema natural, de forma que este tenha preservadas suas funções de manutenção da vida por um tempo indeterminado.



Em contraposição a estra concepção temos a de "lucro sustentável"saiba que
adotar boas práticas de gerenciamento ambiental resulta em redução de custos operacionais, acesso a mercados e maior valor agregado aos produtos. E também em boa reputação para as empresas identificadas como ecologicamente corretas. Micros e pequenos empresários que já atentaram para as oportunidades que a sustentabilidade ambiental podem gerar para seus negócios contabilizam bons resultados. Mas as iniciativas neste sentido ainda são raras.
Outro fator importante é que as micro e pequenas empresas sofrem menos pressão da sociedade, que tende a associar problemas ambientais com a ação de grandes empresas. Este comportamento produz acomodação entre os pequenos empreendedores, reduzindo o interesse destes pela busca de tecnologias e técnicas gerenciais ecoeficientes.

Desenvolver produtos ecologicamente corretos também pode ser uma boa estratégia de negócios. Salvar o planeta dá lucro!



Com os recentes alertas sobre o aquecimento global, as discussões em torno da preservação ambiental – em todos os campos (ar, água, fauna e flora, além dos ambientes urbanos) – se acaloraram e diversas alternativas para frear a degradação foram expostas. O homem do campo lida diariamente com os capitais ambientais e precisa conhecer as técnicas para utilizar de forma consciente o que a natureza oferece.Durante a Expogrande 2007, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Administração de Mato Grosso do Sul (SENAR-AR/MS) realiza um ciclo de palestras sobre temas atuais ligados ao agronegócio. No sábado (24), o tema foi a Gestão dos Bens Ambientais na Propriedade Rural. O engenheiro agrônomo Laurindo Petelinkar afirma que a tendência é que as empresas, e nesse sentido as propriedades rurais, se preocupem com as questões ambientais de acordo com o lucro que se espera obter. “A indústria de bens e serviços ambientais está centrada nas atividades produtivas que minimizam os danos ao meio ambiente. É o chamado desenvolvimento sustentável”.Técnicas como a tecnologia limpa – que utiliza combustíveis renováveis como álcool e biodiesel –, o manejo sustentável são algumas técnicas que produzem os chamados Produtos Ambientavelmente Preferíveis. Os EPP (sigla em inglês) demandam mais custos de produção, mas possuem diferencial qualitativo e econômico, ou seja, a qualidade é maior e o preço de mercado também aumenta. Um exemplo desse tipo de produto são os alimentos orgânicos.“As pessoas do Brasil e também de outros países estão dispostas a pagar mais por um produto orgânico, que aumenta em até 50% o preço de mercado. Hoje o mercado está muito exigente em relação a qualidade, mesmo que o preço seja maior. E outro ponto é a criação de uma consciência ambiental coletiva. Certos mercados exigem selos e certificações de que o produto foi produzido com o mínimo de impacto ambiental.”Há algum tempo, o trabalho no campo se resumia em um tripé: capital (dinheiro), terra e trabalho. Hoje, porém, outros capitais foram criados, como o natural (ligado ao meio ambiente), o físico (sobre a estrutura disponível), o financeiro (ligado ao capital econômico, propriamente dito), o humano (que trata da gestão de pessoas) e o social (que engloba as entidades).“Gerenciar todos esses capitais de maneira consciente é o futuro das administrações, incluindo a rural. Não dá mais para se isolar no campo”. Para Laurindo, as atitudes ambientais fortalecem a imagem das empresas e garantem a credibilidade dos produtores. Assim, a questão é mais de mudança de pensamento e de atitude.

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