Agência Rio de Notícias

sábado, 11 de agosto de 2007

O que é responsabilidade social????



Muito resumidamente consiste no conjunto de metas sociais focadas na melhoria da qualidade de vida da população e estabelecidas com base em indicadores periodicamente mensurados.
Pode ser vista como uma obrigação do Estado, que a executa através de políticas públicas financiadas por impostos, ou uma obrigação do individuo, como voluntário em ONG's, ou como um doador que financia as atividades de entidades beneficentes. A primeira seria a visão típica da esquerda, a segunda a visão típica da direita religiosa.
A partir de 1980 nos Estados Unidos, surgiu um movimento de extrema direita ou neoliberal que visa colocar na mão dos empresários a agenda social, que passaram a determinar quais projetos sociais deveriam receber recursos capitalistas, chamada de Responsabilidade Social Empresarial.
As empresas americanas começaram a decidir quais projetos financiar, especialmente as que mais enalteceriam as marcas e a imagem corporativa de suas empresas. Isto gerou uma competição empresarial com entidades como Exército da Salvação e Cruz Vermelha pelo "share of mind" de consumidores e doadores, que prejudicou sensivelmente as entidades que dependem exclusivamente de suas marcas para angariar recursos.
Nem todos os empresários aderiram a esta concepção neoliberal, preferindo continuar a criar Fundações separadas de suas empresas para não incentivar o uso de entidades beneficientes na estratégia de marketing das empresas. Bill Gates, por exemplo, criou a Fundação Bill e Melinda Gates que cuida de vacinação infantil em vez de criar um Instituto Microsoft. A Responsabilidade Social da Microsoft seria fazer um bom software, respeitando o meio ambiente e as leis do país. "Ajudar" os outros seria função dos acionistas na pessoa física, nunca na jurídica.
Fruto desta tendência neoliberal a maioria das empresas no Brasil tem evitado projetos sociais polêmicos como prostituição infantil, ou temas que não complementam a marca da empresa, como Câncer, Doenças Terminais, Estupro, Velhice, Pobreza, Cegueira e assim por diante, preferindo Criança e Educação.

Infelizmente, muitos ainda confundem o conceito com filantropia, mas as razões por trás desse paradigma não interessam somente ao bem estar social, mas também envolvem melhor performance nos negócios e, conseqüentemente, maior lucratividade. A busca da responsabilidade social corporativa tem, grosso modo, as seguintes características:
É plural. Empresas não devem satisfações apenas aos seus acionistas. Muito pelo contrário. O mercado deve agora prestar contas aos funcionários, à mídia, ao governo, ao setor não-governamental e ambiental e, por fim, às comunidades com que opera. Empresas só têm a ganhar na inclusão de novos parceiros sociais em seus processos decisórios. Um diálogo mais participativo não apenas representa uma mudança de comportamento da empresa, mas também significa maior legitimidade social.
É distributiva. A responsabilidade social nos negócios é um conceito que se aplica a toda a cadeia produtiva. Não somente o produto final deve ser avaliado por fatores ambientais ou sociais, mas o conceito é de interesse comum e, portanto, deve ser difundido ao longo de todo e qualquer processo produtivo. Assim como consumidores, empresas também são responsáveis por seus fornecedores e devem fazer valer seus códigos de ética aos produtos e serviços usados ao longo de seus processos produtivos.
É sustentável. Responsabilidade social anda de mãos dadas com o conceito de desenvolvimento sustentável. Uma atitude responsável em relação ao ambiente e à sociedade, não só garante a não escassez de recursos, mas também amplia o conceito a uma escala mais ampla. O desenvolvimento sustentável não só se refere ao ambiente, mas por via do fortalecimento de parcerias duráveis, promove a imagem da empresa como um todo e por fim leva ao crescimento orientado. Uma postura sustentável é por natureza preventiva e possibilita a prevenção de riscos futuros, como impactos ambientais ou processos judiciais.
É transparente. A globalização traz consigo demandas por transparência. Não mais nos bastam mais os livros contábeis. Empresas são gradualmente obrigadas a divulgar sua performance social e ambiental, os impactos de suas atividades e as medidas tomadas para prevenção ou compensação de acidentes. Nesse sentido, empresas serão obrigadas a publicar relatórios anuais, onde sua performance é aferida nas mais diferentes modalidades possíveis. Muitas empresas já o fazem em caráter voluntário, mas muitos prevêem que relatórios sócio-ambientais serão compulsórios num futuro próximo.
Muito do debate sobre a responsabilidade social empresarial já foi desenvolvido mundo afora, mas o Brasil tem dado passos largos no sentido da profissionalização do setor e da busca por estratégias de inclusão social através do setor privado.

Fonte:http://www.responsabilidadesocial.com/institucional/institucional_view.php?id=1

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